29/03/2025
Em Campina Grande, vereadores discutem saúde pública e cobram investigação no caso do ISEA
CAMPINA GRANDE, PB – Durante sessão da Câmara Municipal de
Campina Grande desta semana, presidida pela vereadora Waléria Assunção (PSB) e
secretariada pelo vereador Saulo Noronha (MDB), contando com a presença de 19
parlamentares da Casa de Félix Araújo, os parlamentares se revezaram na tribuna
discutindo problemas relacionados à saúde campinense e cobraram investigação no
caso da morte de bebê e sua mãe, atendidos no Instituto de Saúde Elpídio de
Almeida – ISEA. No início da sessão, os vereadores prestaram suas
condolências ao presidente da Casa Legislativa, vereador Saulo Germano, pelo
falecimento de seu pai, o ex-vereador Severino Germano. Logo após, os parlamentares
centraram suas discussões nos problemas enfrentados pelo setor de saúde no
município, com destaque para a situação da maternidade municipal, ISEA
(Instituto de Saúde Elpídio de Almeida). Os vereadores lamentaram profundamente o falecimento de Danielle
Cristina Morais e de seu filho, Davi Elô. A criança nasceu sem vida após parto
no ISEA e a mãe veio a óbito devido a complicações médicas. Os parlamentares
cobraram investigações rigorosas para identificar os responsáveis pelo ocorrido
e garantir que situações semelhantes não voltem a ocorrer. A vereadora Jô Oliveira (PCdoB) abriu o pequeno expediente
reforçando a necessidade de uma fiscalização mais rigorosa dos serviços de
saúde do município. “Vamos unir forças para que essa morte não fique impune”,
afirmou. Ela também ressaltou a importância de combater a violência obstétrica
e garantir um atendimento mais humanizado às gestantes. “A morte de Danielle
trás reflexões (…) Uma família destruída em cerca de 25 dias”. A vereadora destacou que o ocorrido não pode
ser desfeito, mas que o Poder Legislativo deve agir para que casos como o de
Danielle não voltem a acontecer. A vereadora Waléria Assunção (PSB) reforçou a gravidade do
caso e destacou o impacto emocional sobre as famílias. “Só quem passa sabe o
que sente. Um sonho que se desfez em poucos dias”, lamentou. Ela também pediu
investigação rigorosa e justiça para os familiares de Danielle. O vereador Olimpio Oliveira (Podemos) reforçou as cobranças
para que o poder executivo municipal se posicione sobre a situação da saúde
pública, em geral, e principalmente sobre o ocorrido na maternidade municipal.
“Precisamos de explicações” pontuou. O vereador Pimentel Filho (PSB) defendeu a necessidade de
investigação, mas ponderou que não se pode criminalizar o ISEA, destacando a
importância da maternidade que trouxe muitas vidas ao mundo. “Não podemos
criminalizar o ISEA, ali nascem vidas diariamente, mas não podemos ficar
calados com o que está acontecendo”, destacou. Ele ainda mencionou suspeitas de negligência em outros
casos, como a morte de uma criança no Hospital da Criança e de um paciente na
UPA do Dinamérica. “É preciso apurar as responsabilidades do que aconteceu”,
enfatizou. O parlamentar solicitou a abertura de sindicância para a devida
investigação. “Nós estamos falando de sonhos que foram interrompidos e essa
casa não pode se calar” finalizou. Os parlamentares concluíram o debate destacando a
necessidade de uma atuação mais firme na fiscalização da saúde pública
municipal, garantindo que vidas não sejam perdidas por falhas no atendimento
médico. Acesse a sessão completa por meio do Canal Oficial do
youtube (@camaracgoficial). Confira também o andamento das matérias que
tramitam no SAPL – Sistema de Apoio ao Processo Legislativo.
DIVICOM/CMCG, com foto: Josenildo Costa/CMCG
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