19/03/2025
Suspeito matou a adolescente Vitória com três facadas por vingança, após ser rejeitado, diz polícia
CAJAMAR, SP - A morte de Vitória Regina de Sousa, um crime
brutal ocorrido na última semana de fevereiro, começa a ganhar novos contornos.
Laudo do Instituto Médico Legal (IML) afastou indícios de violência sexual
contra a vítima. De acordo com a perícia, a adolescente de 17 anos foi morta
com três facadas. O documento foi encaminhado à Polícia Civil, responsável pela
investigação do desaparecimento e homicídio da jovem de 17 anos em Cajamar, na
Grande São Paulo. Um trecho do laudo da Superintendência da Polícia Técnico-Científica
(SPTC), que examinou o corpo da vítima, destaca: "Exame da região
genital/perineal sem lesões traumáticas de interesse médico-legal". Ao
Correio, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que o caso
segue em investigação por meio de inquérito policial conduzido pela Delegacia
de Cajamar. O suspeito foi interrogado na noite de segunda-feira (17) e
confessou o crime. A autoridade policial aguarda o resultado de alguns laudos e
finaliza as diligências para concluir o inquérito. Vitória Sousa desapareceu em 26 de fevereiro, após sair do
trabalho e pegar um ônibus para casa, em Cajamar. Seu corpo foi encontrado em 5
de março, nu e com a cabeça raspada, em uma área de mata. A arma do crime não
foi localizada. Maicol Sales dos Santos, apontado como único suspeito, foi
preso em 8 de março. Segundo a Polícia Civil, ele sequestrou e matou Vitória
por vingança, após ser rejeitado. Morador do mesmo bairro da vítima, Maicol
agia como um stalker. A perícia no celular dele mostrou que ele visualizou uma
foto postada por Vitória no ponto de ônibus minutos antes de seu
desaparecimento, o que pode indicar que ele a interceptou no trajeto. Stalker Ele morava no bairro de Ponunduva, assim como Vitória, que
vivia ali com sua família. De acordo com os policiais, Maicol apresentava
comportamentos típicos de um stalker, alguém que persegue e observa a vítima de
maneira obsessiva. A análise do celular de Maicol revelou que ele visualizou
uma foto publicada por Vitória no ponto de ônibus no início da madrugada de 27
de fevereiro — aproximadamente 20 minutos antes de ela descer no bairro onde
residia. Para os investigadores, isso pode indicar que ele a abordou durante o
trajeto para casa. "A motivação é um segundo momento. O primeiro momento é
colheita das provas, passando por isso, colocando as pessoas na cena do crime,
mostrando que realmente são essas pessoas... aí, nós vamos em busca da
motivação: o que ocasionou essa morte tão violenta?", afirmou o delegado
Luiz Carlos do Carmo, diretor da Polícia Civil da Grande São Paulo, em
entrevista ao Fantástico no dia 9 de março. Uma testemunha relatou ter visto o carro de Maicol próximo
ao ponto final do ônibus onde Vitória desembarcou antes de desaparecer. O
veículo foi apreendido, e um fio de cabelo encontrado em seu interior passará
por exame de DNA para verificar se pertence à vítima, mas o resultado ainda não
foi divulgado. Outra testemunha afirmou ter notado movimentação em frente à
casa de Maicol na madrugada de 27 de fevereiro, período em que Vitória seguia a
pé para casa. Ele morava a cerca de 2 km da adolescente e, até o momento, é o
único apontado como suspeito do crime, embora a polícia ainda investigue a
possível participação de outras pessoas. O corpo de Vitória foi localizado por um cão farejador da
Guarda Civil Municipal (GCM) em uma área rural de Cajamar, a cerca de 5 km
tanto da residência de Maicol quanto da casa onde ela vivia com a família. O
local é cercado por árvores e cortado por estradas de terra, o que dificulta a
movimentação na região.
ICL Notícias, com fotos: Reprodução/Redes Sociais
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