24/02/2025
Saiba quem é o senador que sugeriu que o Exército roubasse uma urna eletrônica do TSE
BRASÍLIA, DF - O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de
ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), disse em sua delação premiada que
o senador Luiz Carlos Heinze (PP-RS) teria defendido que o Exército pegasse
urna eletrônica sem autorização do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e
supostamente apresentou a ideia ao ex-mandatário. De acordo com o militar, o senador “usava um documento do
Ministério Público Militar que dizia que, como o país estava em GLO [Garantia
da Lei e da Ordem], para garantia das eleições, entendia que as Forças Armadas
poderiam pegar uma, sem autorização do TSE ou qualquer instância judicial, para
realizar testes de integridade”. Além disso, teria pedido que a sugestão fosse repassada ao
então ministro da Defesa, o general WBraga Netto. No entanto o
ex-presidente “não encampou esse entendimento”. 
Quem é o senador? O parlamentar gaúcho se tornou próximo a Jair Bolsonaro
durante a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que apurou as ações e
omissões do antigo governo durante a pandemia de Covid-19. Heinze fazia parte
da base de apoio ao então presidente. Outro episódio que o fez ganhar notoriedade foi ter sido
autor da emenda que inclui a erva-mate — utilizada para preparar chimarrão — na
cesta básica, isentando assim o produto de tributos. Essa proposta foi aprovada
no Senado Federal. Depois, por meio das redes sociais, ele comemorou o feito ao
afirmar que, “na prática, isso significa que o nosso mate de todo dia vai ficar
mais barato, impulsionando um mercado que é fonte de renda para milhares de
pequenos produtores gaúchos”. Para ele, a medida valorizou a cultura e tradição
gaúcha. Heinze chegou a se candidatar para o governo do Rio Grande
do Sul pelo PP em 2022. Ele ficou em quarto lugar, com 271,55 mil votos
válidos.
Istoé, com fotos: Lula Marques/Agência Brasil e Reprodução
|